Clicky

“Obras com Segurança e sem Desperdícios – por onde começar?”, por Lauro Miquelin, CEO da L+M

“Obras com Segurança e sem Desperdícios – por onde começar?”, por Lauro Miquelin, CEO da L+M

Pandemia e Construções rápidas

A Pandemia exigiu construções rápidas para os Hospitais de Campanha e agilidade nas reformas de adaptação de ambientes para acolher pacientes com a COVID 19; estas demandas reacenderam temas que tem estado no radar daqueles que se interessam por CONSTRUÇÕES RACIONALIZADAS e SEM DESPERDÍCIOS.

A quantidade de promessas foi pandêmica mas a de soluções não; mas até mesmo a falsa propaganda ajudou a reacender o diálogo por soluções para o CUSTO CERTO das obras.

Investimentos e o PIB da Saúde

A implantação de um edifício para uma organização acolher seres humanos que perseguem o melhor estado possível de bem estar – em qualquer tipo de situação de desequilíbrio – é um processo complexo e que cobra recursos significativos da sociedade.

Um Empreendimento Hospitalar com capacidade para até 100 leitos exigirá R$ 100 milhões de investimentos em terreno, projetos, obras, equipamentos, mobiliário, ativos de TIC, capital de giro para inauguração

E o mesmo Empreendimento terá aproximadamente R$ 500 milhões de Orçamento de Custos e Despesas durante os primeiros 10 anos.

Estes recursos saem do bolso das famílias, seja para pagar os impostos aplicados nos Orçamentos de Governo, seja para pagar os serviços de saúde da medicina suplementar.

Investimentos e custeio são um dos componentes do PIB da Saúde no Brasil que tem consumido entre 9% e 10% do PIB nos últimos anos. O setor emprega mais de 7 milhões (dos 90 a 95 milhoes que estão no mercado de trabalho).

Não há números exatos sobre a quantidade atual de obras na saúde, entre reformas, ampliações e empreendimentos novos dos serviços de todos os tipos. Não temos um CENSO de Espaços e Tecnologias e Operações.

Mas pela idade média e estado de conservação do parque instalado, milhões de m2 serão objeto e intervenções nos próximos 5 anos.

É um monte de dinheiro.

O que os pacientes querem

Mas Pacientes e acompanhantes não querem saber da complexidade da implantação e raramente fazem conta sobre investimentos e custeio; não querem saber de estudos de viabilidade, de projetos, construção de prédios, design de interiores, equipamentos médicos, mobiliário etc.

Eles só querem, quando precisam usar organizações de saúde, entrar, resolver o problema & voltar pra vida com as pessoas que amam no melhor estado possível de bem estar e no menor tempo possível

Por outro lado, os protagonistas na cadeia produtiva da implantação de empreendimentos de saúde são protagonistas das soluções que levam ao CUIDADO CERTO, do JEITO CERTO e ao CUSTO CERTO.

Projetistas, Construtoras, Fornecedores de Equipamentos, Tecnologias, Mobiliário e de Serviços Operacionais não tem ingerência sobre CUIDADO CERTO. Profissionais da Saúde tem.

Mas Prédios, Tecnologias e Serviços de Facilities tem impacto no JEITO CERTO e no CUSTO CERTO, aquele que, sem desperdícios, aumenta a chance de acesso dos pacientes as redes de atendimento.

Quais são as causas de Desperdícios na implantação dos Empreendimentos de Saúde?

Vamos começar com um Exemplo

Digamos que R$ 100 milhões sejam os números de investimentos num empreendimento hospitalar

  • R$ 5 milhões terreno
  • R$ 4 milhões em Planejamento e Gestão de Implantação em 24 meses
  • R$ 45 a 50 milhões obra
  • R$ 35 a 40 milhões equipamentos mobiliário
  • R$ 10 milhões em capital giro pré-op e até equilíbrio

Digamos que R$ 500 milhões sejam os custos e despesas operacionais nos primeiros 10 anos do ciclo de vida do empreendimento após inauguração

50% destes valores de custos e despesas, ou R$ 250 milhões, são impactados, por exemplo por:

  • Produtividade do Quadro de Pessoal (que tem relação com fluidez dos processos > movimentos e fluxos > percursos; condições ambientais que tem impacto no metabolismo dos profissionais)
  • Soluções e Especificações que tem impacto no consumo de energia e água: fachada com vidro exposto ao sol nas horas erradas,materiais de revestimento que tem impacto nos Processos e Materiais de limpeza etc

Por outro lado, se Vedações, Instalações e Revestimentos / acabamentos representam aproximadamente 70% do Custo da Obra, mudanças DURANTE a construção podem, então, causar DESPERDÍCIOS sobre R$ 35 milhões (70% dos R$ 50 milhões)

SE as modificações atingirem 10% da área, R$ 3,5 milhões podem ir para o lixo.

SE as modificações forem feitas após o final do projeto mas antes de iniciar as vedações, o desperdício pode ser atenuado, mas ainda assim existirá pelo retrabalho dos custos de Projetos e AS BUILT.

As causas mais comuns são:

Primeiro: Projetos que não conversam com Viabilidade Econômica

Estudos de Viabilidade ainda são estranhamente raros como PONTO de PARTIDA dos Projetos de Empreendimentos de Saúde pagos pelo dinheiro das famílias, via impostos, ou via compras de atendimento na medicina suplementar.

Começando sem Estudo de Viabilidade, papel, dimensionamento e definição de metas de produção ficam na neblina Sem Estudo de Viabilidade, a imprecisão cresce sobre “metas de produção assistencial e respectivas metas de custos e despesas; metas de receitas & conexão com capacidade instalada”.

Essa falta de clareza sobre o PAPEL do Empreendimento aumenta as chances de MUDANÇAS durante a obra.

Segundo: sem o PONTO de PARTIDA da Viabilidade, muitos projetos avançam para Layouts sem DEFINIÇÃO CLARA de PREMISSAS de OPERAÇÃO que definem parâmetros para Design de Serviços e Jeito de servir da Organização, traduzida por exemplo em:

  • Tempo máximo para um paciente percorrer os processos da recepção a estar acomodado no quarto; os tempos máximos de deslocamento entre as unidades para subsidiar o desenvolvimeto dos layouts
  • Giro de estoque de materiais e medicamentos – atrelado ao Estudo de Viabilidade – para definir metragem e tecnologias
  • SLAs da limpeza, da nutrição, do processamento da roupa; as metas de produtividade para os serviços de apoio para parametrizar especificações de materiais de revestimento

Terceiro: AUTO ENGANO e a SERVENTIA dos PROJETOS

Fala-se, REPETIDAMENTE, que a “experiência do paciente e dos usuários em geral são CENTRAIS” para as organizações de saúde.

Mas os projetos raramente mostram imagens dos Pacientes e Profissionais de Saúde andando no layout do Futuro nas trilhas de processos e pontos de encontro da organização com os usuários no Futuro Sonhado

Não há simulação de quantidades de pessoas circulando nos horários de pico nem a demonstração dos impactos das condições ambientais criadas pelas especificações – tempos de deslocamento no layout, sensação de calor ou frio, temperatura, umidade relativa sobre os usuários.

Os Projetos bem detalhados subsidiam a preparação de ORÇAMENTOS, UMA das suas serventias

Mas não tem atendido sua serventia PRINCIPAL que é MOSTRAR como o edifício será o cenário para o CUIDADO CERTO, do JEITO CERTO ao CUSTO CERTO.

Quarto: Instabilidade das equipes de Gestao ao longo do processo de Projetos e Obras

Quando o planejamento de um empreendimento vira o “PLANO DE UM DIRETOR” e quando a troca de cadeiras na alta liderança durante a implantação do empreendimento é frequente, usualmente ocorrem GRANDES DESPERDÍCIOS.

A solução dessa dificuldade causada pelas falhas de GOVERNANÇA das organizações de saúde está fora do alcance de projetistas e construtores.

Mas pode-se desenhar um bom mapa de risco quando se prevê a instabilidade da estrutura de gestão.

Quinto: Gestor atrasado para o Design de Serviços

Há Gestores que não envolvem ou envolvem os Líderes de cada área com atraso para “desenhar serviços / processos” que alimentam o layout.

Quando os líderes chegam tarde e não definem o padrão de serviços, usualmente ocorre um dilúvio de solicitações de mudanças durante as obras.

Se os líderes chegarem atrasados, mas ainda na fase dos Projetos, o desperdício poderá ficar na faixa de 2 a 4% do custo total do empreendimento (R$ 2 a 4 milhões)

Se o Contratante dos Projetos empurrar a conta para os Projetistas, o caso vai para os Advogados e eventualmente para um acordo de divisão dos custos. Se as mudanças ocorrerem na fase de execução de obras, a conta vai para a coluna “aditivos de obra” (afetando, em proporções variadas, aqueles R$ 50 milhões do preço da Contratação da Obra)

Se o Contratante dos Projetos mantiver os layouts – mesmo com seus arrastos aerodinâmicos causados pela falta de conexão com as premissas de Design Eficiente dos Serviços – a conta vai para os Custos da Operação (afetando, em proporções variadas, aqueles R$ 500 milhoes de custeio dos primeiros 10 anos)

Sexto: Inventando os Serviços

Quando o Projeto é desenvolvido para um time que ainda não está montado, e talvez nem o gestor definido, DESIGN de SERVIÇOSvira FATOR CRÍTICO de SUCESSO. Pois sem DESIGN de SERVIÇOS, os arquitetos e engenheiros de projeto desenvolverão layouts sem clareza de PERFIL de ATENDIMENTO e sem clareza de JEITO CERTO e CUSTO CERTO. Arquitetos e Engenheiros de Projetos usualmente NÃO desenvolvem DESIGN de SERVIÇOS e de PROCESSOS.

Mas não podem, moralmente, se omitir e avançar nos layouts sem as definições dos processos contidas no Design de Serviços.

Sétimo: Ausência da Construtora no detalhamento do projeto que define Orçamento do CUSTO TOTAL da PROPRIEDADE

Quem projeta não constrói

Há mais de 300 anos, com a divisão das ACADEMIAS de ENSINO, o conhecimento do canteiro de obras se compartimentou. As técnicas construtivas obviamente evoluíram.

Neste contexto, Arquitetos, Engenheiros e Designers projetam e especificam processos construtivos, soluções e materiais que raramente orçam concomitantemente ao detalhamento.

E se orçam, não tem experiência em executar.

Um dos impactos é que o custo da obra, só conhecido TARDIAMENTE, na fase de concorrência para escolha das Construtoras, frequentemente extrapola a Viabilidade do empreendedor.

Reengenharia – quem orça e constrói não projeta

As construtoras, para viabilizar a contratação da obra, têm desenvolvido o que chamam de REENGENHARIA para REPROJETAR todo EDIFÍCIO ou algumas de suas características quando o Contratante recebe a má notícia que o prédio custará mais que o que estava programado.

Se REENGENHARIA em alguns casos viabiliza a realização, há que pontuar dois temas:

a) Jogar Projstos fora

Se projetos de instalações e parte da arquitetura e da estrutura forem jogados fora, e se eles CUSTARAM 2, 3 ou 5% do custo do empreendimento (até R$ 2,5 milhões daquele exemplo de obra hospitalar acima) isto é DESPERDÍCIO

b) Custo Total de Propriedade.

Se a REENGENHARIA não for pautada pela equação “CUSTO TOTAL de PROPRIEDADE, o baratão sai caro pois os materiais de revestimento que durariam 10 anos talvez tenham que ser trocados em 5. Ou um Gerador. OU um CHILLER. Ou os Custos de Energia subirão 5 x em comparação com uma solução originalmente especificada.

Se alguns dos materiais (objeto da REENGENHARIA) representavam 5% do custo daquela Obra de R$ 50 milhões que comentamos acima (R$ 2,5 milhões) + 1% do custo operação (limpeza, 2,5 milhões em 10 anos), os materiais que ficaram 20% mais baratos podem acabar custando 4 milhões (2 x 2,0 milhões em 10 anos) + 3 milhões de limpeza

E assim o CUSTO TOTAL de propriedade terá subido 40% (de R$ 5 milhões para R$ 7 milhões)

“Reengenharia porcaria” PODE virar custo operacional mais alto; e o CUSTO CERTO vai pelo ralo

Oitavo: Gestão da Integração “Obra & Instalação de Ativos – Equipamentos, Mobiliário, Itens da TIC – tecnologias de informação e comunicação”

A especificação dos ativos está conectada ao DESIGN dos SERVIÇOS e PROCESSOS de ATENDIMENTO Equipamentos, Mobiliário, Itens da TIC – tecnologias de informação e comunicação – são suporte ao atendimento Mas ainda há Projetos orçados e contratados sem especificação (nem mesmo preliminar) destes ativos

Esta falha gera desperdícios por:

  • Execução de pontos de instalações em quantidade e lugares errados
  • Atrasos e custos indiretos de mobilização das equipes de obra, aguardando as decisões e a rolagem tardia dos processos de suprimentos até a chegada dos ativos no canteiro
  • Retrabalho na execução de instalações para corrigir os pontos (de energia, água, vapor, gases etc) executados sem conexão com as demandas dos ativos adquiridos

Nono: Indústria da Construção, Eficiência do Setor e Uso dos Recursos do Planeta

8% do total ou 4 Gigatoneladas anuais de Emissão de Dióxido de Carbono Equivalente (uma das substâncias destruidoras da Camada de Ozônio que causa o Efeito Estufa com conhecidas consequências sobre o Clima) estão na conta da execução de obras em todo o Planeta.

Construção é o setor da Economia que mais consome recursos do Planeta:

  • Terrenos,
  • Minerais que se transformam em Materiais de Construção,
  • Água na cadeia produtiva, no Transporte até a obra e na obra
  • Energia na cadeia produtiva, no Transporte até a obra e na obra
  • Resíduos.

Assim, as falhas nos processos de DESIGN e GESTÃO de IMPLANTAÇÃO (citadas acima) são somadas a algumas características da Natureza da Indústria da Construção; e a soma gera um terreno de MUITAS oportunidades de melhoria.

Desperdícios tem sido são considerados NORMAIS nos processos produtivos da construção; ainda há muitas atividades artesanais e as obras ainda estão longe de serem montagens.

Os índices médios de eficiência (na maioria das Construtoras) no planejamento de suprimentos e produção ainda são MUITO baixos.

PROPOSTAS para MELHORIA dos Padrões de Segurança e Desperdícios das Obras na Saúde

O modelo convencional de Gestão de Implantação de Empreendimentos de Saúde mostra sinais de esgotamento e as evidências – de desperdícios – são numerosas e de grande impacto nos Custos de Implantação e Operação

A pauta de mudanças na esteira de produção dos empreendimentos de Saúde:

  1. Censo de Espaços, Tecnologias e Operações de Saúde.

Não há evidências confiáveis sobre a quantidade e não conhecemos os padrões de SEGURANÇA e CONFIABILIDADE de Espaços e Tecnologias.

Sem estas evidências, os Estudos de Viabilidade e Dimensionamento de novos empreendimentos – públicos e privados – são preparados com, no mínimo, grande ineficiência (a cada caso, a cada cidade, um levantamento) e em geral sem nenhuma visibilidade

Ou fazemos o CENSO, um projeto que pode servir de base para um lindo projeto de integração de escolas técnicas, organizações de saúde – públicas e privadas, secretarias de saúde, fornecedores da cadeia produtiva de implantação de empreendimentos de Saúde.

  1. Estudos de Viabilidade (que definem metas de produção, custos, receitas, resultados & patamares de investimentos) devem ser o início de tudo para PARAMETRIZAR Design de Serviços e Layouts.
  2. Arquitetos, Designers de Serviços e Processos e Especialistas em Tecnologias Médicas e de Informação precisam avançar simultaneamente na criação dos Estudos Preliminares (e consequentemente na definição de metragem e patamares de CUSTO TOTAL de PROPRIEDADE – especificações e custos de conservação); e na modelagem das metas de Produçaõ e Receitas (no caso das organizações da medicina sumplementar), Custos e Despesas de Operação.
  3. Construtoras deveriam, no mínimo, participar como CONTRIBUINTES do desenvolvimento dos Projetos desde a fase do Estudo Preliminar; numa situação ideal, deveriam ser as CONTRATANTES dos Projetos Executivos a partir dos parâmetros definidos com os CLIENTES de Custos de Investimento e Conservação do Edifício no tempo da vida útil de cada sistema da construção e Custos de Operaçães.
  4. Gerenciadores de Projetos, Projetistas, Construtores e Contratantes precisam CONTRATUALIZAR uma matriz de responsabilidade mais clara na jornada de implantação de empreendimentos de saúde; com penalidades em caso de

O que as lideranças da Saúde precisam fazer para estas mudanças ocorrerem?

  • CEOs das Organizações de Saúde teriam que concluir pela INEFICIÊNCIA do atual modelo e ter abertura para soluções que levem a um AMBIENTE PRONTO no CUSTO CERTO (Custo Total de Propriedade)
  • A formação de Arquitetos e Engenheiros de Projeto teria que mudar para
    • Trabalhar com respeito a METAS de INVESTIMENTO DURANTE a produção dos projetos. E Concentração em Custo Total de
    • MOSTRAR mais GENTE & PROCESSOS e MENOS PRÉDIO na fase de Estudo Preliminar
  • Construtoras teriam que adaptar sua postura de FAZER RE-ENGENHARIA para FAZER ENGENHARIA de PRODUTO durante a fase de orçamento
  • Gerenciador de Empreendimentos teria que se reinventar pois na maioria das x é um AUDITOR de ENTREGAS cuja produção não
  • Engenharia das Organizações de Saúde e deveriam assumir mais Protagonismo no AUMENTO de EFICIÊNCIA compondo equipes com conhecimento técnico, experiência de implantação e excelentes habilidades de comunicação COM E ENTRE os stakeholders:
    • CEO
    • Profissionais de Saúde
    • Projetistas (Arquitetura, Engenharia, Tecnologias Médicas, Ambientação, Tecnologias de Informação)
    • Construtora
    • Fornecedores de Ativos

** Artigo escrito por Lauro Miquelin, CEO da L+M, inspirado por debate do Fórum HealthARQ 2021 com: Karen Priscilla Lucena Barreto, Gerente Regional de Obras e Expansão na Hapvida, João Paulo Roschel Torres, diretor comercial da Salix Engenharia, Pedro Silber, presidente da Tedesco.

Confira na íntegra:

Próximo Post

HCM | Edição 77

HCM | Edição 76

  ASSINE A NEWSLETTER

Assine as revistas do Grupo Mídia

Quer falar com o mercado da saúde?
Fale com a gente!

16 3913 – 9800

Assinaturas e circulação: assinatura@grupomidia.com
Atendimento ao leitor: atendimento@grupomidia.com
Redação: redacao@grupomidia.com
Comercial: comercial@grupomidia.com