Envelhecimento da população é indiciativo de crescimento para o segmento Home Care

O serviço de Home Care se distingue do tradicional atendimento hospitalar em infinitos pontos. Dentre tantos, o mais importante talvez seja compreender que o atendimento às necessidades não apenas do paciente, mas também de seus familiares, faz toda a diferença no ciclo de cuidado.

É o que José Espiño, presidente da S.O.S. Vida, compreende como a arte de cuidar; algo que demanda muito mais do que talento. “Para além de estrutura e certificações, é preciso dedicação, experiência, conhecimento, tecnologia e, antes de tudo, amor ao outro”, afirma.

Com mais 30 anos de atuação e presente em mais de 50 cidades em Sergipe, Bahia e Distrito Federal, a empresa atua de forma integrada, com equipe multiprofissional composta por cerca de 1200 profissionais, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e farmacêuticos.

Certificações

Tamanha estrutura de cuidado individualizado rendeu à S.O.S. Vida, em 2012, seu primeiro processo de acreditação pela Joint Commission International, na sede da empresa, em Salvador. Em 2018, foi a vez da filial de Aracaju e, em outubro de 2019, o programa de Cuidados Paliativos da S.O.S. recebeu com distinção a certificação JCI.

“Quando decidimos pela JCI, optamos por uma instituição reconhecida pelo seu alto padrão de exigência com a gestão de processos”, explica Espiño. Para o presidente da empresa, o rigor do organismo de acreditação contribui para a evolução interna, e influencia diretamente na implementação da cultura de melhoria constante. “Assim, agregamos valor para nossa entrega e, consequentemente, na melhor experiência de nossos pacientes.”

Desafios

Mas, ser uma das primeiras empresas de HomeCare a conquistar uma acreditação pela JCI no Brasil, e a única do segmento a ter seu programa de Cuidados Paliativos certificado em toda a América Latina tem lá seus desafios. “O principal é a mudança de cultura na empresa, implicando em maior organização e disciplina”, conta o presidente.

“A partir daí, conseguimos promover o alinhamento e adesão de todos os públicos no processo, dos colaboradores aos fornecedores diretos.” Também é de organização e disciplina que depende a manutenção destes selos, reitera, e no monitoramento de todos os processos de forma contínua, estimulando o engajamento constante da equipe através de um processo de comunicação efetivo.

Inovação

Para tanto, investimentos em diversos pontos de operação da S.O.S. Vida têm sido realizados, visando maior eficiência através da adoção de novas tecnologias, como a Central de Telemonitoramento por vídeo, a automação da farmácia com o uso de coletores digitais, um novo sistema de ERP em desenvolvimento junto à Totvs, e uma plataforma EAD para treinamentos.

“A plataforma EAD se soma aos nossos esforços, de constante aperfeiçoamento da equipe”, esclarece Espiño. “Além disso, demos continuidade ao Programa de Desenvolvimento de Líderes, em parceria com a Fundação Dom Cabral, e iniciamos um projeto piloto com o Lean Institute.”

Crescimento

Para o presidente, investir em tecnologia deve estar na pauta de empresas de todos os segmentos. “Estamos aprimorando uma solução mobile para nossas equipes de assistência”, relembra. Tudo isso para contribuir ainda mais com o que Espiño considera os maiores ganhos trazidos pelas certificações: “Aumento de qualidade nos serviços prestados, com destaque para a melhora nos indicadores para os desfechos clínicos.”

Todos os focos de investimento visam, acima de tudo, trazer segurança; para a equipe, para o paciente, fortalecendo nossa base para a manutenção do crescimento sustentável. “Em 2019 iniciamos nossas operações de Home Care em Brasília e, em 2020, daremos início às obras de um novo serviço em Salvador, a Clínica de Transição. Planejamos, ainda, abrir novas filiais, em outros estados.”

Perspectivas

A meta que a S.O.S. busca alcançar é um crescimento de faturamento de pelo menos 80% dentro dos próximos três anos. “Atualmente, nosso sistema de governança passa, com o auxílio da Fundação Dom Cabral, por um processo de redesenho. A expectativa é implementarmos, já em 2020, uma versão mais aprimorada da atual.”

Parte da meta, Espiño conta que os programas de Pediatria, Ventilação Mecânica e Cuidados da Pele já contam com excelente nível de amadurecimento, com protocolos, normas e indicadores próprios. “São excelentes oportunidades para buscarmos certificação, seguindo o exemplo do programa de Cuidados Paliativos.”

Mercado

O mercado de Home Care, segundo acredita, ainda tem muito a crescer dentro dos próximos dez anos. “O envelhecimento da população, o aumento de doenças crônicas, a pouca disponibilidade e alto custo de leitos de hospitais são alguns fatos que contribuem para esta visão, e nos incentivam a investir de forma contínua na empresa.”

O modelo de atendimento, prática relativamente nova, só começou a ganhar força no Brasil nos últimos 30 anos. Por isso, Espiño acredita que estimular iniciativas que envolvam a construção de conhecimento em torno da prática seja se suma importância. “Nossos profissionais também promovem a prática do Home Care como palestrantes em inúmeros eventos da área de saúde por todo o Brasil”, ressalta.

Educação

A S.O.S. Vida conta ainda, através de seu Núcleo de Pesquisa Científica (NUPEC), com parcerias em diversas instituições de ensino, apoiando a produção de trabalhos científicos de diversas áreas da saúde, que tenham como objeto de pesquisa o Home Care.

“Em 2020 iremos receber estudantes em um novo programa de Residência Médica. Dessa forma, damos nossa contribuição para o desenvolvimento do segmento, mostrando as possibilidades de prestar um atendimento humanizado, seguro e de qualidade na atenção domiciliar.”

Esta matéria e muito mais você confere na edição 63 da Revista Healthcare Management.

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