“Devemos repensar o modelo atual centrado apenas no laboratório”, declarou presidente da CBDL sobre pesquisa do IBGE

O presidente executivo da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Carlos Eduardo Gouvêa, comentou sobre os últimos números da Pesquisa de Informações Básicas Municipais e Estaduais: Perfil dos Municípios (Munic) e Estados (Estadic) Brasileiros 2018, documento que pertence ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com os índices, mais da metade dos municípios brasileiros (55,3%) precisou encaminhar seus pacientes, usuários de serviços de atenção básica de saúde local, para outras cidades com a finalidade de realizarem exames laboratoriais.

“Neste sentido, devemos repensar o modelo atual centrado apenas no laboratório, buscando formas de melhorar o acesso à saúde, tal como a complementaridade que as farmácias, como ambientes de saúde presentes em todo o território nacional e contando com profissionais de saúde experientes e habilitados, poderiam propiciar. Afinal, o profissional farmacêutico pode prestar uma série de serviços de saúde, inclusive vários testes POC, com resultado na hora, permitindo assim o acesso a terapias cada vez mais precocemente para pessoas que estariam à margem do sistema tradicional”, comentou Gouvêa.

As pesquisas demonstram e ratificam que, cada vez mais, urge a necessidade de revermos o modelo atual de atenção à saúde, privilegiando ações de atenção básica por meio de programas que atendam a população onde ela se encontra, melhorando assim o acesso a informações que podem ser obtidas pelos testes POC (Point of Care), cada vez mais precisos e amigáveis. “Considerando que até 70% das decisões clínicas se baseiam em testes de diagnóstico, quanto mais precoce estes testes forem aplicados, melhor o resultado do tratamento”, completou.

Ações de saúde pública voltadas para o pré-natal, por exemplo, já tem adotado os testes rápidos para HIV e Sífilis, dentre outros, como ferramentas eficazes para se atingir bons resultados, mesmo em regiões remotas da Amazônia ou Pantanal. No caso da Sífilis, a adoção do teste rápido permite iniciar o tratamento imediatamente, evitando-se assim que o bebê nasça com Sífilis congênita, que teria consequências nefastas para a criança.

 

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