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2º dia do Fórum HCB 2021 discutiu impactos da pandemia e inovação tecnológica

Mauro Junqueira, do CONASEMS; Ricardo Valentim, do LAIS/UFRN; e Fábio Carvalho, da Rede Adventista de Saúde foram alguns speakers do segundo dia do Fórum HCB 2021

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Mauro Junqueira, secretário do CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde

O segundo dia do Fórum Healthcare Business 2021 – Fórum HCB 2021 – contou com a palestra de abertura sobre “Desafios do SUS no pós pandemia”, proferida por Mauro Junqueira, secretário do CONASEMS – Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde.

O secretário pontuou os desafios do SUS com números expressivos dos últimos anos e o desafio que os municípios enfrentam na Saúde. “Desde a Constituição de 88, o governo federal transfere a responsabilidade, mas o dinheiro não acompanha. A pressão em cima do município é muito maior que no Estado e União.”

Sobre o enfrentamento e impactos da Covid-19, Junqueira salientou que, em 8 meses, foram aplicadas 250 milhões de doses de vacina em todo o país. Além disso, foram abertos mais de 25 mil leitos e, segundo o secretário do CONASEMS, há um intenso diálogo para que o governo federal mantenha 5 mil leitos como um legado da pandemia.

O futuro do gerenciamento do trabalho

Fernando Zucki, diretor comercial da SISQUAL WFM, foi o segundo palestrante do dia. Sua apresentação teve como tema “O futuro do gerenciamento do trabalho: Produtividade, economia e segurança do paciente em sintonia”.

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Fernando Zucki, diretor comercial da SISQUAL WFM

O diretor começou a sua apresentação com uma provocação aos gestores convidados: “Vocês têm a quantidade correta de colaboradores em seu hospital? Sabe se tem pessoas sobrando ou faltando? Quando eu converso com vocês, gestores, muitos me falam que dá pra reduzir pessoas. Mas se eu converso com o técnico, ele vai me dizer que precisa contratar.”

Zucki salientou que o maior custo dos hospitais está em pessoas e é de extrema urgência que as instituições tenham um planejamento de força de trabalho apoiado na tecnologia.

“Diversos hospitais se consideram sem papel, mas, muitas vezes, quando eu pregunto para os gestores como eles fazem o controle da escala de funcionários, por exemplo, eles confessam que é feito no papel. Isso não é ser um hospital paperless”, pontuou do diretor comercial da SISQUAL WFM.

Tecnologias alavancadas pela pandemia

Quais serão as soluções tecnológicas mais requisitadas e quais serão substituídas na era pós-covid? Esse foi o tema que permeou o debate sobre “Tecnologias alavancadas pela pandemia” no segundo dia do Fórum HCB 2021.

Moderado por Fábio Carvalho, diretor executivo da Operadora Garantia de Saúde, da Rede Adventista de Saúde, a mesa contou com a participação de Jeferson Sadocci, diretor corporativo comercial da MV; Raimundo Nonato B. Cardoso, healthcare business development director da InterSystems; Fernando Ferrari, diretor-geral da DOC24 no Brasil; e Plinio Targa, CEO da brain4care.

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Debate de tema “Tecnologias alavancadas pela pandemia”

Fernando Ferrari, da DOC24 (empresa que fornece serviços de telemedicina), disse que, com a pandemia, o planejamento da empresa foi antecipado em cinco anos para atender a demanda imediata da Covid-19. “Desenvolvemos soluções, formamos alianças e conseguimos registrar de três mil consultas realizadas em janeiro de 2020 para mais de 200 mil consultas por mês.”

Outra mudança alavancada pela pandemia, segundo Jefferson Sadocci, da MV, foi o desafio de colocar o time da empresa em homeoffice. “Tivemos que remodelar o nosso mindset, saber lidar com as dificuldades de cada colaborador para trabalhar de casa e também saber como monitorar esse funcionário a distância.”

Raimundo Cardoso, da Intersystems, pontuou os investimentos em segurança tecnológica. “Vimos na pandemia algumas instituições que tiveram seus dados sequestrados e por isso estamos investindo muito nesse sentido.”

Plinio Targa, da brain4care, ressaltou a importância de mudar o modelo mental da saúde. “Ainda não é muito óbvio para o setor da saúde que a pertinência do cuidado gera valor tanto para o prestador como para o pagador. Quando eu falo de monitoramento da pressão intracraniana, por exemplo, que é a solução da brain4care, o médico já pensa que não vai mais fazer cirurgia. E isso é uma grande bobagem.”

Go Health – Hospital do Futuro

Marcelo Leite Benevides, Cofundador e diretor de Serviços da Go Ahead, apresentou durante o segundo dia do Fórum HCB 2021 a palestra “Go Health – Hospital do Futuro”.

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Marcelo Benevides, Cofundador e diretor de Serviços da Go Ahead

Ele começou a sua apresentação lembrando que a grande dificuldade não está na tecnologia disponível no mercado, mas no caminho a ser percorrido na absorção de novas ferramentas.

“O grande desafio é reunir desenvolvedores e líderes das áreas de negócios e ouvir a opinião de todos. É preciso entender quais são as regras de negócios e como a tecnologia pode atender essas necessidades.”

E completa: “É importante salientar que os conceitos de negócios são diferentes de hospital para hospital. Por isso a importância de atender bem que vai consumir as soluções.”

A lei de inovação tecnológica no Brasil e seus desafios

Estiveram presentes no debate “A lei de inovação tecnológica no Brasil e seus desafios”: Leonardo Lima, biomédico e doutor em Imunologia e pesquisador do LAIS/UFRN; Carlos Alberto Pereira de Oliveira, pesquisador do LAIS/UFRN e Assessor Externo da OMS para a Estratégia de Aprendizagem; e Márcio Bosio, diretor institucional da Abimo – Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos.

Ricardo Valentim, do LAIS/UFRN, abriu os diálogos falando sobre a Lei 8.666, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. “A legislação não funciona e eu vivo isso todos os dias no LAIS. Parece ser uma legislação criada para que não haja inovação no país. O nosso sistema de inovação brasileiro é uma tartaruga. Não somos contra uma legislação, mas precisamos de lei que dê amparo e segurança jurídica, e que faça o país realmente avançar”, provocou.

Carlos Alberto, também pesquisador do LAIS/UFRN, defendeu que a Lei deveria ser alterada há muito tempo. “A lei é lenta! Se na pandemia tivéssemos que depender da Lei 8.666, o resultado seria um caos ainda maior. Iríamos ter que aguardar o tempo de publicação, editais enquanto as pessoas estivessem morrendo. Na área da saúde, não podemos ter uma legislação que nos compara a um serviço de concessão de taxi, de contratação e televisão.”

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Debate com o tema “A lei de inovação tecnológica no Brasil e seus desafios”

Para o pesquisador Leonardo Lima, é de extrema urgência que universidades e pesquisadores se aproximem da indústria. “A ciência já foi muito próxima da indústria e aparentemente isso não acontece mais. Por vezes, produzimos equipamentos mais complexos e robustos que estão encarecendo os processos. Isso dificulta tanto o pesquisador como para o paciente.”

Márcio Bosio, da ABIMO, explicou que, durante a pandemia, os Estados que tentaram importar ventiladores pulmonares, hoje, enfrentam problemas com o Tribunal de Contas.

“Unimos esforços para aumentar essa produção de 13mil para três meses. Em agosto, tínhamos 11 fábricas com capacidade de produzir respiradores. São ações e projetos que atenderam diretamente as necessidades da população. Outro exemplo são as máscaras. Antes da pandemia, 90% desses materiais eram importados. Hoje, produzimos mais de 60% do que consumimos.”

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