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FAPESP, GSK e Biominas fecham acordo de cooperação para apoiar pesquisas inovadoras de startups na área da saúde

Acordo, no âmbito do Programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas, prevê chamada de propostas para seleção de projetos com foco em HIV, oncocologia e outras doenças

A FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a Glaxo-SmithKline Brasil (GSK) e a Biominas Brasil assinam nesta quinta-feira, dia 12, acordo de cooperação para apoiar projetos inovadores de pesquisa científica de startups na área da saúde. A parceria, no âmbito do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresa – PIPE, prevê apoio para pequenas e médias empresas do Estado de São Paulo desenvolverem pesquisas focadas em doenças respiratórias, imuno-inflamação, imuno-onocologia e HIV.

O acordo também prevê que a GSK poderá fornecer orientação científica, planejamento e assessoria técnica-empresarial às empresas selecionadas. No caso da Biominas, as startups poderão receber suporte e orientação sobre modelagem e planejamento de negócios, bem como o acesso a redes de investidores.

“Essa é uma iniciativa importante, pois permite que as empresas que recebem fomento da FAPESP tenham acesso a diferentes oportunidades que colaborarão para que os resultados das pesquisas cheguem até a sociedade por meio de novos produtos e serviços”, afirmou o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz sobre o acordo.

José Carlos Felner, vice-presidente e gerente geral da GSK no Brasil diz: “Nossa empresa está impulsionando avanços científicos em várias áreas terapêuticas para fornecer a próxima geração de medicamentos inovadores, e acreditamos que a parceria  com a Fapesp oferece muitas oportunidades para alavancar a ciência no Brasil”.

A cooperação entre a GSK e a Fapesp começou em 2011, como parte do Programa Trust in Science, uma iniciativa global que posiciona a GSK como parceira para o desenvolvimento de medicamentos relevantes na América Latina, além de contribuir para o pipeline de medicamentos, por meio de interações científicas com importantes instituições de pesquisa e governo local.

Segundo Isro Gloger, diretor do Trust Science, o acordo mostra que o desenvolvimento científico do Brasil está indo na direção certa. “Nossa parceria com a FAPESP ao longo dos anos tem sido excelente. Nós acreditamos fortemente que este novo acordo irá direcionar a realização de pesquisas de longo prazo, reafirmando o  compromisso para descoberta de novos medicamentos para doenças relevantes ”, disse.

Segundo o diretor-presidente da Biominas Brasil, Eduardo Emrich Soares, “o acordo é uma soma das competências e experiências das três instituições para o desenvolvimento de projetos e empresas de forte componente científico e alto potencial de mercado para melhorar a vida de pacientes”.

Pelo acordo que será assinado na próxima terça-feira, a seleção de empresas será feita por meio de chamada de propostas a ser anunciada ainda neste ano. No acordo com a GSK e Biominas, está previsto o apoio a dez projetos de pesquisa que receberão recursos não-reembolsáveis da FAPESP na chamada fase 1 do PIPE.

Esta etapa tem duração de até nove meses para a realização de pesquisas sobre a viabilidade técnica do projeto apresentado. Nesse período, a startup pode receber apoio de até R$ 200 mil.

Três projetos inicialmente selecionados receberão apoio adicional de até R$ 1 milhão em dois anos para o desenvolvimento propriamente dito (fase 2) do projeto de pesquisa apresentado, conforme as regras do PIPE.

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