Soluções para infraestrutura hospitalar geram economia de até 30% no consumo de energia

Um levantamento realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostra que o consumo nacional de eletricidade cresceu 3,8% em janeiro de 2019, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Um dos setores que mais consome energia é o hospitalar. Por isso, cada vez mais investimentos têm sido feitos em equipamentos que geram eficiência energética.

“O investimento na parte elétrica de automação leve representa 7% do custo total da obra de um hospital de alto padrão. Em hospitais públicos, o total chega a 5,7%, e em reformas, a 8%”, informa Paulo Ciboto, gerente comercial da área de infraestrutura da WEG Automação.

De acordo com o executivo, além do investimento ser considerado baixo, o retorno é expressivo. Durante três anos atuando em mais de 26 hospitais do país, observamos que as soluções para infraestrutura hospitalar podem gerar uma economia de até 30% no consumo de energia nas instituições de saúde”, revela.

Entre as soluções da WEG para eficiência e confiabilidade do sistema elétrico em hospitais estão: subestações, painéis de baixa e média tensão, transformadores, barramentos blindados, nobreaks, bancos de baterias, retificadores, estações de recarga de veículos elétricos, protetores de surtos, sistemas de monitoramento de isolação elétrica, sistemas completos para geração de energia solar fotovoltaica, além de uma completa linha de tomadas e interruptores com acabamento antimicrobiano, que impede a proliferação de bactérias por contaminação cruzada, e consequentemente, diminuem o tempo de permanência do paciente no hospital.

Preocupada em cuidar do meio ambiente da mesma forma que se dedica à saúde dos seus clientes, a Unimed de Juiz de Fora (MG) adotou um ambiente mais favorável aos seus pacientes. Aumentou o número de leitos por andar alterando toda a parte elétrica da instituição. O projeto inicial era antigo e, além do consumo alto de energia, os cabos e prumadas que ocupavam muitos espaços nos andares foram substituídos por barramentos blindados, otimizando a área útil do hospital”, conta Ciboto.

A Notredame Intermédica também investiu em infraestrutura e equipamentos elétricos, revitalizando os mais de dez hospitais próprios da rede, com adequação à RDC 50 da ANVISA, explica o executivo.

Outras grandes redes, tiveram os mesmos benefícios com as novas soluções propostas pela multinacional, como a modernização de equipamentos nos ambientes cirúrgicos e a utilização do sistema IT Médico. “Os nobreaks também acabam sendo um item de grande importância, pois o equipamento, além da necessária segurança, permite a diminuição de custos com manutenção, redução do tempo de parada de atividades, gerenciamento do consumo de energia, entre outros benefícios. Tudo isso faz com que os hospitais não precisem se preocupar com a queda do sistema”.

Ciboto garante ainda que a instalação dos equipamentos hospitalares elétricos conta com o acompanhamento de técnicos e engenheiros especializados em cada área. “O processo de uma nova infraestrutura elétrica para hospitais exige um trabalho minucioso, com profissionais extremamente gabaritados, por isso há uma preocupação muito grande da WEG nos projetos e equipamentos propostos”, enfatiza.

Mesmo com soluções de empresas como a WEG, existe outro movimento no mercado para minimizar de forma significativa os impactos ambientais causados pela produção e consumo de energia. A alternativa de mitigação tem sido a adoção de energias mais limpas, como a solar.

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) revelam que, recentemente, o país atingiu 1 gigawatt (GW) em projetos operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica. Em seu site oficial, a associação considera que esse número é um marco, um divisor de águas para o país.

O dado da Absolar corrobora as previsões de que os projetos e as instalações devem continuar ganhando escala, fator extremamente importante para os fabricantes e para a cadeia fotovoltaica. A nova fonte de energia deverá ser utilizada por boa parte da indústria para reduzir seus custos, setor que historicamente é impactado com altos valores de consumo de energia elétrica.

“A energia solar é a fonte energética que mais terá destaque e investimentos nos próximos anos no Brasil. Estamos muito engajados no fomento dessa solução”, comenta Ciboto.

Este texto, redigido por Érika Coradin, faz parte da edição 30 da revista HealthARQ!

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