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Regulamentação da telemedicina depende da informação e acarreta a construção de uma nova cultura

As opiniões sobre a regulamentação da telesaúde de modo geral variam tanto que impossibilitam um consenso sobre sua regulamentação. Um dos maiores fatores de rejeição do método, a crença constante de que a adoção de novas tecnologias torne o atendimento de saúde menos humanizado, vai de encontro ao entendimento de que a nova prática faça justamente o contrário ao democratizar o acesso ao cuidado.

Otimização

Para Marcelo Murilo, Vice-Presidente de Operações da Benner, a teleorientação traz muito mais benefícios do que problemas à relação médico-paciente, ao disponibilizar o acesso a profissionais de saúde a qualquer hora e lugar, tornando as consultas conversas mais frequentes, naturais e até mesmo mais humanizadas.

“Toda essa disponibilidade vem junto com a redução da perda de tempo com deslocamento, tanto para o paciente quanto para o médico, e permitem um atendimento mais constante do mesmo profissional, aumentando a efetividade e a humanização através do relacionamento.”

Acesso

O VP acredita que o receio seja natural em momentos de mudança cultural, mas que aos poucos esta nova realidade virá a ser completamente natural, e enxerga a telesaúde como uma forma de otimização.

“Uma consulta médica realizada a distância, baseada em exames feitos por dispositivos móveis junto ao paciente leva o profissional de saúde a locais pouco acessíveis, permitindo que contribua para a saúde de muito mais pessoas a um custo muito mais baixo.”

Informação

Marcelo confia que seja possível combater a resistência inicial à telemedicina com informação; a discussão tem se intensificado, e iniciativas de diversas empresas, mesmo com as polêmicas legais quanto ao assunto, têm ajudado a demonstrar ao paciente a efetividade das soluções na democratização do acesso à medicina.

“A telemedicina é a forma mais democrática de levar a saúde primária a qualquer lugar, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil.”

Custos

Para o Vice-Presidente, outro ponto digno de atenção é o fato de que os custos necessários para a ampliação de acesso a tecnologias é infinitamente menor do que os necessários à implantação de uma rede de atendimento, uma vez que a segunda acarreta a construção de consultórios e clínicas, bem como a contratação de equipes multidisciplinares. Os investimentos em tecnologia, afinal, permeiam qualquer empresa do setor com a chegada da Saúde 4.0.

“Com a tecnologia é possível criar repositórios completos, alimentados por todos os participantes da cadeia de saúde e pelo paciente, a partir de qualquer dispositivo e que, uma vez consolidados, permitem análises muito mais abrangentes e colaborativas, feitas por especialistas ou mesmo por inteligência artificial, e que vão gerar diagnósticos muito mais precisos e personalizados sobre ações sobre a doença e principalmente sobre a prevenção da mesma.”

Ferramentas

Hoje, a Benner participa da revolução 4.0 provendo tecnologia e serviços que possibilitam a operadoras, hospitais e pacientes que participem também, democratizando a saúde através do acesso e do custo, com o uso da tecnologia e da inteligência.

“a melhor maneira de tornar a Saúde 4.0 uma realidade para todos está na ruptura das barreiras legais e na informação, na construção de uma nova cultura, mais colaborativa e centrada no paciente que também precisa entender seu papel neste novo mundo, muito mais ativo e importante”, ressalta Marcelo.

Combo

O executivo explica ainda que o uso combinado da tele-triagem, realizada por enfermeiros, e da teleconsulta permite não apenas a redução de idas desnecessárias ao pronto-atendimento, como sana cerca de 80% dos casos apresentados de maneira imediata.

Aliado a protocolos adequados de atenção primária e um bom sistema de prontuário eletrônico, o serviço possibilita o acompanhamento individualizado e contínuo dos pacientes, com foco na promoção da saúde e prevenção de enfermidades.

Democratização

A democratização do acesso à internet e smartphones, relembra Marcelo, mesmo nas classes menos privilegiadas, facilitou em muito a disseminação do acesso à telemedicina, que também figura como solução para redução de custos com instalações e de ociosidade entre os profissionais.

“A teleorientação é absolutamente viável para as operadoras e órgãos de saúde pública. O desafio agora não está mais na tecnologia, mas no rompimento das barreiras culturais e legais, algo que depende da informação.”

Saúde 24h

Mas, independente das ressalvas e receios que ainda permeiam no setor, o teleatendimento já é realidade. O Saúde 24h, serviço de teleorientação da Benner, facilita há anos a vida de milhares de pessoas em todo o país com atendimentos via telefone ou vídeo-chamada, reduzindo em 32% as idas desnecessárias ao PA e a exposição ao ambiente hospitalar “Neste momento, nossas equipes de teleorientação e teleconsulta médica estão atendendo pacientes de todos os cantos do país ou mesmo no exterior, quando em viagens por exemplo.”

Consulta

“Com o lançamento de nosso serviço de teleconsulta médica, o Dr. 24 Horas, levamos atendimento a todos os cantos do país, em modelo 24/7, a custos muito mais baixos que o modelo tradicional e com resolução de 80% dos casos, inclusive com a teleprescrição e o correto encaminhamento da instituições de saúde quando necessário, gerando um uso mais consciente dos recursos”, explica o VP.

Com investimentos constantes no que há de mais moderno em soluções e serviços de Saúde, a Benner foi a Portugal buscar uma das melhores plataformas tecnológicas de suporte à teleconsulta.

Inovação

Já utilizada em outros países, a Benner adaptou a ferramenta às necessidades do mercado brasileiro e buscou parcerias na área de teleprescrição, com mecanismos de assinatura eletrônica que tornam o processo simples e seguro.

“Temos investido pesado em todas as nossas plataformas tecnológicas, inclusive nosso sistema de prontuário eletrônico em nuvem, para permitir a centralização de todas as informações do paciente, tornando o atendimento ainda mais preciso.”

Investimentos

Mas tanto investimento não se restringe a tecnologia; a adoção e aperfeiçoamento dos protocolos de atenção primária, o treinamento dos times e a melhoria dos processos também são alvo constante da atenção e investimentos da empresa, tudo para que seja possível atender à demanda de todo o mercado de Saúde.

“O Grupo Benner tem políticas de inovação e investimento que determinam que os investimentos se concentrem, mas não se limitem, a RoadMap de Produtos; Inovação e Novas Tecnologias, Automação de Processos, BidData, Analytics, Inteligência Artifical, Política de Segurança; LGPD e Infraestrutura interna”, conta. “Mas é preciso compreender que a Saúde 4.0 não é uma revolução tecnológica; ela é muito mais uma transformação social viabilizada pela evolução da tecnologia.”

Está matéria e muito mais você confere na revista Healthcare Management edição 63

 

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Gestão Cínica do Paciente

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