“O Brasil é um país muito grande e desigual para ser administrado como é”, afirma Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil

“O Brasil é um país muito grande e desigual para ser administrado como é”, afirma Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil

A história de Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil, com a cooperativa se iniciou há mais de 40 anos, quando o médico ingressou na Unimed Londrina. Formado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina, Pullin atuou na cooperativa local durante nove anos até se tornar diretor da mesma.

“Minha história com a Unimed foi evoluindo com o passar do tempo. Fui de diretor da Unimed Londrina para diretor de Mercado e Tecnologia da Unimed Paraná em 1998 e, anos depois, ocupei a presidência.”

Em 2013, quando ainda estava liderando a unidade paranaense, Pullin se tornou vice-presidente da Confederação Nacional das Cooperativas Médicas do Brasil – Unimed do Brasil, cargo que exerceu até 2017, quando foi eleito presidente.

“Hoje temos cerca de 360 unidades de Unimed ao redor do Brasil e reunimos mais de 115 mil médicos cooperados e mais de 2300 hospitais credenciados. Sinto orgulho de fazer parte da história dessa Instituição que é tão importante para nosso país.”

A Unimed possui mais de 53 anos de história e Pullin acredita que os serviços prestados foram de extrema importância para o cooperativismo e para a infraestrutura da saúde suplementar no Brasil. “Nosso sistema tem uma característica muito importante, que é a presença em todos os cantos do país. Para tanto, conseguimos identificar as necessidades de diferentes regiões.”

Estar presente em diversas cidades fez com que muitos profissionais se fixassem no interior. “O papel da Unimed não foi abrir espaço para médicos no interior, mas isso aconteceu e ajudou muitos profissionais, além da própria comunidade, que passou a ter um atendimento de qualidade.”

Pullin defende ainda que a cooperativa sustentou boa parte da infraestrutura de saúde no Brasil. “Atualmente, temos cerca de 19 milhões de beneficiários e isso é maior do que a população do Chile. É impossível não reconhecer a importância da Unimed.”

Apesar de a Unimed do Brasil supervisionar as unidades ao redor do país, o presidente ressalta a autonomia de cada instituição. “Cada cooperativa vai evoluindo de acordo com sua equipe e capacidade financeira no momento. Como temos um sistema bem sólido, aos poucos, todas atingirão novos graus de excelência.”

Investimento na saúde

Pullin relembra que apenas 25% da população brasileira, ou seja, cerca de 40 milhões de brasileiros são beneficiários da saúde suplementar. “Mais de 175 milhões de pessoas não conseguem ter acesso à saúde suplementar.”

O presidente da Unimed do Brasil pontua ainda que o país gasta 9% de seu Produto Interno Bruto (PIB) na saúde, tanto no setor público quanto privado. “Mais da metade desse orçamento é gasto com o setor privado, então a necessidade de 75% da população tem que ser suprida por menos da metade do orçamento.”

Apesar de trabalhar com o setor privado, Pullin percebe a necessidade de que toda a população tenha acesso a uma saúde de qualidade. “O Brasil é um país muito grande e desigual para ser administrado como é. É preciso melhorar a economia para uma distribuição mais justa da renda. Não podemos apenas nos comparar com outros países levianamente, uma vez que existem diferenças fundamentais, como quantidade de pessoas e administração.”

Confira a entrevista completa de Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil:

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