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Interoperabilidade na Indústria Farmacêutica como geradora de Negócios

O crescimento da utilização de dados ou a ciência dos dados na transformação digital que hoje permeia o mercado, traz uma série de ações de suporte a decisão clínica utilizando a vasta gama de dados e informações e evidências que passaram a estar disponíveis.

Pouco, no entanto, é feito no sentido de se orientar a indústria farmacêutica em seus trabalhos no mercado, por não ter muitas vezes acesso aos dados dos pacientes, e até dos médicos (principal alvo das custosas ações de marketing das indústrias farmacêuticas e fabricantes de equipamentos médicos, já que por condições de mercado as diferenças entre seus produtos e de seus concorrentes são mínimas, e o custo de desenvolvimento e de entrada no mercado de novas drogas é altamente custoso e demorado. Segundo a NCBI, as empresas farmacêuticas gastam cerca de 2.6 bilhões de dólares por produto novo que trazem ao mercado)

Por isso, dois fatores são fundamentais no processo das empresas do setor:

  • Reduzir o astronômico custo de desenvolvimento, testes e pesquisa de novos produtos aumentando a velocidade com que conseguem trazer os produtos para o mercado.
    1. Para se alcançar esta redução, é fundamental o uso de soluções analíticas e isso evidencia uma necessidade de acesso a informação e processamento de largas quantidades de dados, até mesmo para aumentar sobremaneira as coortes de pacientes em testes e lograr resultados mais eficientes e mais rápidos
    2. Para se buscar estas informações, é absolutamente necessário que se possa integrar ou interoperar informações entre os vários sistemas incluindo sistemas de informações de saúde, prontuários das coortes, acompanhamento de redes sociais por parte das famílias e médicos relacionados no processo investigativo, isso sem contar a questão do LGPD que deve ser muito bem resolvida.
  • Ampliar a efetividade dos produtos e principalmente fazer com que o marketing de produtos possa mostrar um diferencial correto usando marketing de conteúdo e os acessos feitos pelos médicos e pacientes à internet.
    1. Mais uma vez, a necessidade de acesso a informações de ponta dos pacientes, nestes casos hoje se usam os sistemas de PBM ou de convênio de laboratórios farmacêuticos com as farmácias (varejo final) que atendem aos pacientes e a integração ou interoperabilidade entre estes sistemas e os sistemas da indústria.
  • Mais que tudo isso, a integração entre a indústria farmacêutica e os provedores de saúde passa a ser fundamental, já que os provedores tem hoje em seu meio implementados os prontuários eletrônicos, que são fontes extremamente fortes de informação para a indústria farmacêutica, que podem trazer tanto dados demográficos dos pacientes, visão da comunidade e comportamento dos pacientes, a anamnese e todos as informações clínicas e evolutivas do paciente, a clara identificação do paciente, obviamente dentro de um contexto de consentimento do paciente (LGPD), ou em casos mais tradicionais usando o mascaramento da identificação do mesmo, que permitem um tratamento melhor aos pacientes, uma integração maior com os médicos e o marketing mais direcionado, além de pesquisas mais rápidas e menos custosas.
    1. Mais uma vez para que se possa acessar estas informações e se interligar a estes prontuários, é absolutamente necessário que se busque soluções de interoperabilidade.
  • É natural também o crescimento de soluções que vão atender na ponta o cuidado individual, onde o próprio paciente fará seus exames diagnósticos, a Internet das Coisas ou Saúde 4.0, o contexto da personalização da saúde, a mudança drástica no acesso aos médicos e serviços de saúde facilitados pela tecnologia como é o caso da telemedicina, e isso vai trazer novos mercados de atuação para a indústria farmacêutica aumentando consideravelmente seu potencial de vendas.

Dentro deste contexto, entender o atual estágio das empresas do setor, e suas demandas, de forma a trazer uma solução de interoperabilidade que além de integrar todas as informações acima citadas, e já com um contexto analítico dentro, permita conexão entre equipamentos médicos e os sistemas, e principalmente trazer em seu bojo o conjunto completo de todos os padrões de interoperabilidade em saúde.

 

*artigo escrito Avi Zins, Managing Director na CareI Strategic Consulting

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