Hospital São Lucas realiza a primeira cirurgia robótica em criança de Ribeirão Preto e região

O Hospital São Lucas de Ribeirão Preto realizou dia 14 de setembro a primeira cirurgia robótica em criança do interior do estado de São Paulo. O procedimento cirúrgico reconstrutivo foi realizado pelo Yuri Dantas Nobre e equipe, para corrigir uma Estenose da Junção Ureteropiélica (Estenose da JUP), uma das principais causas de obstrução renal na infância.

A paciente, uma criança do sexo feminino, de 4 anos, apresentava dilatação do rim identificada desde o acompanhamento pré-natal (Hidronefrose Antenatal), que veio se intensificando após o nascimento, levando a piora da função renal devido a obstrução. A criança foi submetida ao procedimento de reconstrução da área obstrutiva com o auxílio do robô DaVinci. Com pouco mais de duas horas de duração, o procedimento transcorreu dentro do previsto e a criança apresentou uma excelente evolução, recebendo alta hospitalar 24 horas após a intervenção cirúrgica.

Com a realização desta primeira cirurgia, o Hospital São Lucas de Ribeirão Preto torna-se o quinto centro do Brasil capacitado para a execução dos procedimentos urológicos robóticos na população pediátrica. Anteriormente somente São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre haviam realizado intervenções semelhantes.

Segundo Yuri Dantas Nobre, a aplicação da cirurgia robótica na população pediátrica é muito gratificante, pois o procedimento oferece inúmeros benefícios aos pacientes, como menores incisões que demandam menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida das atividades. Para os cirurgiões, alguns detalhes do procedimento cirúrgico são grandes diferenciais, como a delicadeza, precisão e firmeza dos movimentos das pinças robóticas, sua grande amplitude de movimentação, assim como a visão em 3 dimensões e a capacidade de magnificação da imagem em até 15 vezes.

Dentre as cirurgias realizadas por robô dentro da urologia pediátrica, estão a pieloplastia (correção de estenose de junção ureteropiélica), reimplante ureteral (correção de refluxo vesicoureteral), nefrectomias parciais (por tumor ou ausência de função), além das anastomoses uretero-ureterais (nos casos de duplicidade do sistema coletor).

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