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Hospital Márcio Cunha coleciona certificações

Expansões e investimentos fizeram o Hospital Márcio Cunha (HCM), mantido pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), crescer no município de Ipatinga, no estado de Minas Gerais. Inaugurado em 1965, a Instituição possui duas unidades, o HMC I e o HMC II e dois hospitais administrados pela FSFX além de duas unidades de oncologia, uma adulta e uma infantil. A previsão é que o faturamento, que foi de mais de R$ 339 milhões em 2017, ultrapasse R$ 362 milhões em 2018 nas unidades I, II e de Oncologia do HCM.

Toda a sustentabilidade do negócio está baseada nas diretrizes de qualidade e segurança aos pacientes e aos colaboradores. Entre os reconhecimentos está a acreditação em Nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) desde 2003. O HMC foi o primeiro hospital do país a ser certificado com o título de Acreditado com Excelência.

Hospital Márcio Cunha coleciona certificações 2Além disso, a Instituição comemorou em 2017 a obtenção da National Integrated Accreditation for Healthcare Organizations (NIAHO) da DIAS (DNV International Accreditation Standard) e o estágio 7 da Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS). “As certificações validam a qualidade de nossos processos, sempre com foco na segurança e satisfação de nossos clientes e colaboradores”, afirma Josiano Gomes Chaves, superintendente de Estratégia e Inovação da Fundação São Francisco Xavier. Além disso, ele considera as auditorias externas produtivas por serem fonte de aprendizado e oportunidade de aperfeiçoamento dos processos e serviços.

Neste sentido, as conquistas proporcionaram mudanças organizacionais e práticas, como a promoção de melhorias em processos e segurança e indicadores, o que gerou um olhar mais atento e eficiente para a gestão do cuidado e impactos financeiros positivos. As acreditações também garantiram o maior envolvimento e a promoção do desenvolvimento dos colaboradores, que impactou diretamente no aumento da satisfação dos pacientes e na melhoria da imagem da Instituição.

Durante a busca por certificações, o Hospital enfrentou e superou os desafios que envolvem o engajamento do corpo clínico e colaboradores; a gestão segura da cadeia medicamentosa; a implementação da cultura de qualidade e gestão de riscos; e a necessidade de revisão e mudança de processos.

A Instituição trabalha pela manutenção dos selos com a continuidade da execução da metodologia e praticando ciclos de melhoria contínua. “Acreditamos no comprometimento de todos com o processo ao envolver alta direção, corpo clínico e colaboradores. Tem que ser um hábito introjetado na rotina da instituição em todos os seus níveis de ação”, afirma Chaves.

Dessa forma, o Hospital aposta no desenvolvimento da transparência da gestão ao adotar práticas como a aproximação da liderança com os colaboradores. Além da divulgação dos resultados assistenciais e financeiros para a equipe e o envolvimento e amadurecimento para o gerenciamento de riscos.

Nas práticas de governança, há a adoção das auditorias internas, canal direto, relatório de sustentabilidade, código de conduta, relacionamento com o cliente, pesquisa de satisfação e qualidade e pacto de resultados. Há também oficina de líderes, avaliação de desempenho, avaliação do corpo clínico, momento gerencial, gestão de risco institucional e Conselho Consultivo de Clientes.

Segundo Chaves, o Hospital Márcio Cunha está trabalhando na implantação de certificações nas novas unidades hospitalares. “Para isso, a situação requer investimentos para adequação estrutural e de processos”, completa.

Tecnologia assertiva
Em 2017, com a certificação em estágio 7 da HIMMS, o Hospital Márcio Cunha demonstrou o pleno uso do Prontuário Eletrônico (PEP), que integra informações clínicas, relatórios e indicadores clínico-assistenciais para todos os setores. Outro ponto avaliado pelos auditores está no circuito fechado de medicamentos e sistemas de apoio à decisão clínica.

Além disso, comprovou a utilização completa do PACS (Picture Archiving and Communication System) que envolve a eliminação de filmes, digitalização de documentos e a existência de um plano de continuidade em caso de indisponibilidade do sistema, tornando a instituição um Hospital Digital.

Um grande investimento em tecnologia da informação é o Robô Laura, que auxilia a equipe multidisciplinar no diagnóstico de sepse. A ferramenta avalia o estado de saúde do paciente por meio da leitura de exames e dados vitais, em tempo real e de forma sistêmica. “A solução identifica os primeiros sintomas de sepse e emite alarmes para a assistência de forma rápida, precisa e segura”, explica Chaves.

O Hospital adotou também a Mimo, primeira plataforma digital de relacionamento entre a gestante e a maternidade do Brasil, que realiza o reconhecimento por biometria facial a partir do início do pré-natal. A grávida poderá acompanhar às informações da gravidez e todas as suas consultas médicas de forma personalizada por um aplicativo, podendo interagir com a equipe assistencial a qualquer momento.

“A Mimo proporciona rapidez no atendimento à intercorrências. E quando a gestante entra em trabalho de parto, um painel eletrônico atualiza as informações sobre o estágio do seu parto e após o nascimento do bebê, os painéis informarão a notícia”, revela o superintendente de Estratégia e Inovação da Fundação São Francisco Xavier.

RAIO-X
Nº de colaboradores: 3.529
Nº de leitos: 543
Nº de atendimentos no Pronto-Socorro: 2017: 135.474 e 2018: 109.282 (Jan a Set)
Nº de cirurgias: 2017: 15.107 e 2018: 12.768 (Jan a Set)
Taxa de ocupação: 2017: 83,78% e 2018: 80,50% (Jan a Set)
Índice de satisfação do cliente: 2017: 97,17 e 2018: 70,43 (Jan a Set) Metodologia NPS

Esta matéria foi publicada na57ª edição da revista Healthcare Management.

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