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Fórum HCB 2021: “A grande forma de promover resiliência é valorizar a ciência aplicada”, Ricardo Valentim, do LAIS/UFRN

Em sua palestra de abertura durante o Fórum HCB 2021, falou sobre o sucesso que o ‘Projeto Sífilis Não’ vem conquistando, atraindo olhares de outros países

A palestra de abertura do Fórum HCB 2021 foi feita por Ricardo Valentim, diretor executivo do LAIS/UFRN.

Ricardo explanou sobre o Projeto Sífilis Não, realizado em parceria entre o LAIS, o Ministério da Saúde e a OPAS – Organização Pan-Americana da Saúde. A iniciativa prevê ações efetivas e pesquisa aplicada (nas áreas acadêmica e médica).

O projeto envolve 100 municípios considerados prioritários e atua em quatro eixos distintos: gestão e governança, vigilância, cuidado integral e fortalecimento da educação e comunicação.

“O que mais chama a atenção é que após a intervenção do Projeto “Sífilis Não” como ferramenta de indução de política pública do Ministério da Saúde, os dados de contaminação começaram a melhorar. É importante destacar que o Brasil vinha aumentando o número de casos em todos os tipos de sífilis até o ano de 2017 e, após a intervenção do “Sífilis Não” esses dados começam a decair. Essa tendência se manteve, também, no ano de 2020”, explicou Valentim.

O diretor executivo do LAIS, professor Ricardo Valentim, explica que o cenário aponta para um aumento nas notificações de sífilis em gestantes, em uma comparação entre os anos de 2018 e 2020. No entanto, neste mesmo período, houve uma redução dos casos de sífilis congênita.

Para Valentim, as notificações de sífilis em gestantes representam que a mulher está recebendo o atendimento adequado durante o pré-natal, mas também apontam para uma redução significativa nos casos de sífilis congênita. Ou seja: a testagem está funcionando e essa gestante está sendo tratada, evitando que a infecção seja transmitida para o bebê.

“Isso mostra que o projeto “Sífilis Não” tem contribuído de maneira importante, como ferramenta de indução de política pública do Ministério da Saúde para a redução dos casos de sífilis em todo o país. Esse é um dado que merece ser comemorado, mas sempre alertando a população para a consciência quanto à prevenção, testagem e tratamento em relação à sífilis”, ressaltou o diretor do LAIS.

Em sua palestra, Valentim disse que o Projeto “Sífilis Não” está sendo exportado para países como Canadá e Estados Unidos.

Valentim encerrou a sua palestra no Fórum HCB 2021 pontuando que a “soberania nacional não é com arma, mas com inteligência.”

“A grande forma de promover resiliência é olhar e valorizar a ciência aplicada. Temos que olhar os problemas reais e isso é interesse do Brasil, já que geram lucratividade e racionalizam os investimentos. A gente aposta muito em equipamentos de alta performance, mas precisamos nos especializar no cuidado da saúde da família”, afirmou.

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