Com arquitetura futurista, condomínio de casa e prédios será impresso em 3D, na Holanda

Um condomínio totalmente impresso em concreto com tecnologia 3D está prestes a ganhar forma na Holanda, na cidade de Eindhoven. A experiência contará com impressão de cinco estruturas sendo uma casa de 95 m² e outros quatro edifícios com mais pavimentos.  O projeto é fruto da parceria que inclui o escritório Houben & Van Mierlo Architecten e a Eindhoven University of Technology. O “condomínio” será comercializado por uma empresa imobiliária após a conclusão.

A previsão de início da implantação do projeto é ainda em 2018 e, além da forma não convencional de construção, chama atenção o formato das casas, que só será possível por conta da flexibilidade da tecnologia de impressão 3D em concreto.

De acordo com os pesquisadores o projeto é marcante em vários níveis, representando o potencial da tecnologia na construção civil e mostrando que a impressão digital proporciona um processo limpo, permite variedade de características para a arquitetura e reduz o uso de cimento, garantindo menor impacto ambiental. A primeira residência está prevista para ser ocupada a partir do meio de 2019.

Ranking do saneamento básico

Ranking inédito elaborado pela Associação Brasileira de Enge­nharia Sanitária e Ambiental (ABES) colocou Piracicaba, lo­calizada no interior de São Pau­lo, no topo do ranking nacional que avalia o sa­neamento básico em cidades com mais de 100 mil habitantes no país. No estudo, que avaliou 231 municípios, Piracicaba está em primei­ro lugar entre as 14 cidades que conseguiram pontuação acima de 489, índice que classifica as cidades como “rumo à universalização” do saneamento básico. Atrás de Piracicaba estão as cidades de Araçatuba (SP), Araraquara (SP), Birigui (SP), Curitiba (PR), Franca (SP), Jundiaí (SP), Limeira (SP), Maringá (PR), Niterói (RJ), Santos (SP), São José dos Campos (SP), Taubaté (SP) e Votorantim (SP). Esse grupo concentra apenas 6% dos municípios que detêm as maio­res pontuações no ranking.

O Ranking Abes da Universalização de Sane­amento é o mais novo instrumento de avalia­ção do setor no país. Por meio dos indicadores (abastecimento de água, coleta de esgoto, tra­tamento de esgoto, coleta de lixo e destinação de resíduos), o ranking avalia as condições de saneamento em relação à universalização nas cidades brasileiras.

O presidente do Semae de Piracicaba (Ser­viço Municipal de Água e Esgoto), José Ru­bens Françoso, afirma que “a divulgação do ranking da Abes destaca todo o excelente tra­balho que o Semae realiza há anos. O nosso esforço nos tornou referência no saneamento, isto é muito gratificante”

Limeira também é destaque

Na região do interior de São Paulo, Limei­ra também se destacou entre as cidades com melhores índices de Saneamento Básico. O município foi o primeiro do país a fazer uma concessão do serviço de Saneamento Básico à iniciativa privada, em 1995, quando apenas 2% do esgoto coletado na cidade era tratado. O cenário mudou bastante ao longo das últi­mas duas décadas. Hoje, Limeira conta com 100% de abastecimento de água e coleta e tra­tamento de esgoto na área urbana do Municí­pio, sob administração da concessionária dos serviços públicos.

Rodrigo Leitão, gerente de Operações da BRK Ambiental, concessionária responsável pela gestão e operação dos serviços de água e esgoto no município, ressalta que Limeira se transformou em uma referência para as cida­des brasileiras que desejam avançar na área de Saneamento Básico. “É um orgulho para todos nós que esse reconhecimento venha de uma associação importante como a ABES, que reúne cerca de 10 mil profissionais do se­tor”, comemora.

Ranking aplicado à saúde

Com base em dados do Fundo das Nações Uni­das para a Infância (Unicef), o ranking da Abes também chama a atenção para a relação entre Saú­de e Saneamento Básico. Segundo o documento, 88% das mortes por diarreia no mundo são atri­buídas à má qualidade da água, saneamento ina­dequado e falta de higiene. Segundo o documento, a diarreia é a segunda maior causa de mortes em crianças menores de 5 anos de idade.

A ABES utilizou dados do Ministério da Saú­de para verificar o número de internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Am­biental Inadequado (DRSAI) entre os 231 mu­nicípios. O estudo constatou que os municípios mais bem posicionados no ranking apresenta­ram menores taxas de internações.

O saneamento e a assistência à saúde

”É inegável a importância do saneamento básico para o desenvolvimento econômico e social de uma nação. Sua presença contribui para a melhoria dos indicadores epidemiológicos e ajuda na redução de casos de doenças infectocontagiosas”, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima.

No Brasil, a análise das políticas públicas de saneamento mostra que mais de 100 milhões de brasileiros não contam com coleta ou tratamento de esgoto. Os números oficiais divulgados mais recentemente mostram que apenas 50,3% da população tem acesso a esse tipo de serviço e que metade utiliza medidas alternativas (nem sempre efi­cientes) para lidar com dejetos, o que inclui desde a construção de uma fossa até o despejo direto em rios e córregos.

Esses dados são provenientes de estudo apre­sentado pelo Instituto Trata Brasil, que orga­nizou um ranking desses serviços a partir de informações oficiais. No momento em que o País combate a febre amarela, é peremptório falar de saneamento, pois as informações do próprio Governo confirmam a falta de ações permanentes para correção desse grande pro­blema nacional, com graves consequências para a saúde, sobretudo daqueles com menor renda ou poder aquisitivo.

Desde a sanção da Lei do Saneamento Básico (nº 11.445) em 2007, o índice de cobertura nesta área aumentou 8,3 pontos percentuais em nível nacional, o que corresponde a menos de um ponto percentual por ano. O avanço pode ser considerado ainda muito pequeno, pois não foi suficiente para contribuir de modo efetivo com a diminuição da desigualdade social ou com soluções para os problemas mais comuns e decorrentes da ausência desse tipo de serviço.

É inegável a importância do saneamento básico para o desenvolvimento econômico e social de uma nação. Sua presença contribui para a melhoria dos indicadores epidemioló­gicos e ajuda na redução do número de casos de doenças infectocontagiosas. Levantamen­to do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que 65% das internações de crianças menores de 10 anos são causadas por doenças decorrentes da fragilidade ou da inexistência de redes de esgoto e água tratada. A ausência desses servi­ços compromete o desempenho escolar, com expectativa sombria sobre o futuro, sem me­lhores ofertas de emprego, trabalho e renda. No estudo do Instituto Trata Brasil ficou evi­dente que o rendimento médio dos que habi­tam em locais desprovidos de saneamento bá­sico é em média 18% inferior em comparação com o dos moradores de áreas atendidas pela coleta de dejetos. Afinal, a falta de saneamen­to é uma porta aberta para o aumento da inci­dência de doenças como diarreia, leptospirose ou dengue, conforme têm atestado a Organi­zação Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O estudo do Instituto aponta os 10 municí­pios do País com melhores e com piores desem­penhos na oferta do acesso à água e ao esgoto. Ao se verificar o perfil epidemiológico dessas localidades, percebe-se, por exemplo, que, no período de 2007 a 2015, os que apresentam performance mais negativa registraram 92.338 internações por diarreia contra 22.746 interna­ções nas que têm destaque positivo.

Nos municípios que enfrentam maior pre­cariedade, a taxa de internação média por diarreia foi de 190 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. No extremo positivo, esse índice foi de 68,9. O mesmo comportamento se observa na avaliação dos dados epidemio­lógicos da dengue.

Entre 2007 e 2015, nos 10 municípios de pior desempenho, houve 145.690 pessoas com diagnóstico de dengue, ou seja, três vezes mais do que naqueles com melhor posição nesse ranking (42.977 casos). Situação semelhante ocorre no que se refere ao total de internações (19.102 contra 4.728) e de óbitos por complica­ções geradas por conta dessa doença (149 con­tra 33 casos).

Lamentável conviver com a realidade expres­sa por esses números após uma década da en­trada em vigor da Lei do Saneamento Básico, que prevê a universalização dos serviços de abastecimento de água e de tratamento da rede de esgoto no País.

Trata-se de uma meta nobre e imperativa para diminuição das desigualdades sociais e de desenvolvimento sustentável, o que exige me­didas competentes das três esferas de governo. A norma definiu, inclusive, as competências do Governo Federal, dos estados e dos municípios neste quesito.

Contudo, a distância entre o ideal e o real é enorme, o que exige um esforço coletivo para superá-la. A falta da promoção de mudanças radicais nos investimentos em obras de sa­neamento por parte dos gestores implica em riscos e perigos para os brasileiros, como o Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya, que conti­nuam presentes no cotidiano da sociedade brasileira, especialmente no meio em que vive a imensa e maior parte do nosso povo carente e totalmente dependente das respon­sabilidades governamentais.

Amsterdã Inova no Transporte Público

Capital holandesa melhora experiência dos usuários do transporte público com implantação de novos sistemas e equipamentos que facilitarão aos passageiros a compra de bilhetes de forma confortável, simples e no menor tempo possível.

A implantação de uma tecnologia de ticketing no metrô, trens e ônibus de Amsterdã, capital da Holanda, tem
melhorado a experiência de uso dos passageiros do transporte público. A GVB, a operadora do transporte público municipal da cidade, investiu na implantação da tecnologia nos meios de transporte da capital holandesa, a fim de melhorar a experiência de uso dos passageiros.

A Indra, uma das principais empresas de ticketing no mundo, foi a empresa selecionada para implantar o projeto. Concretamente, a Indra vai implantar entre 130 e 140 máquinas de venda automática de bilhetes de transporte, que incluem equipamentos para pagamento em dinheiro e com cartão nas estações de metrô, bem como unidades que permitem unicamente o pagamento com cartão, tanto no metrô quanto nas paradas de ônibus e estações de trem.

De acordo com os requisitos exigidos pela GVB, os novos sistemas e equipamentos facilitarão aos passageiros a compra de bilhetes de forma confortável, simples e no menor tempo possível. As máquinas de venda automática cumprirão as regras e pautas estabelecidas para o sistema de bilhetes nacional holandês baseado no cartão único de transporte OV-Chipcard.

A proposta foi selecionada em licitação pública da qual participavam outras sete empresas internacionais de países como a Hungria, França, Alemanha, Suécia e Holanda. Entre os aspectos mais valorizados na oferta, destaca-se a tecnologia própria avançada, avaliada por inúmeras e importantes referências em todo o mundo e com uma flexibilidade que permite adaptação máxima ao desenho conceitual proposto pelo cliente, totalmente focada no usuário, bem como a capacidade para desenvolver e implementar a solução em um tempo recorde, inferior a dois anos.

O contrato compreende, adicionalmente, serviços de formação, suporte, monitoramento e manutenção durante sete anos. Além disso, deixa a porta aberta a pedidos adicionais que possam cobrir a constante necessidade de novas máquinas de autovenda similares, que provocaria a eliminação do pagamento em dinheiro dos bilhetes a bordo de ônibus e trens, prevista durante os anos de vigência do contrato. O objetivo da GVB é que os passageiros comprem seus bilhetes antes de sua viagem e contar com máquinas de venda automáticas nas paradas ajudará nesse sentido.

Metrô de São Paulo
A Indra possui um projeto semelhante a esse na cidade de São Paulo que consiste na implantação dos sistemas de controle de acesso e validação de bilhetes para as 11 estações da extensão da Linha 5 (Lilás). Os sistemas permitem processar e gerenciar simultaneamente tanto bilhetes magnéticos como cartões sem contato (contacless) do Bilhete Único e os cartões da área metropolitana (BOM), garantindo a intermodalidade entre metrô e ônibus nas áreas urbanas e metropolitanas de São Paulo.

De acordo com Tomás Melero, Diretor de Transporte Urbano e Interurbano da Indra, para o metrô de São Paulo, a empresa desenvolveu um projeto que consiste em implementar os sistemas de controle de acesso e validação de passagens, em um sistema similar ao que foi instalado no sistema de metrô da capital holandesa. O Metrô de São Paulo tem previsto passar dos 74 quilômetros de rede atuais para 338 quilômetros em 2030.

A forte expansão da rede implica a necessidade de novas soluções de controle, segurança, telecomunicações, bilhetagem, entre outros. “Graças a essa parceria, hoje a Indra posicione-se como um dos principais fornecedores
tecnológicos do metrô de São Paulo. Nosso objetivo é seguir contribuindo com os sistemas de transporte das cidades brasileiras, que têm uma crescente necessidade de expansão rápida e programática, e que certamente podem contar com a Indra para responder a este desafio”, explica.

Os projetos para os sistemas de transporte de Amsterdã e de São Paulo reforçam a posição da Indra no mercado internacional de transportes, de forma que a companhia está apostando em valorizar seu know-how em soluções e sistemas e inovando em alguns dos principais programas e projetos de I+D da UE.

A companhia recentemente também ofereceu um contrato com a Highways England, a autoridade responsável pela rede de estradas estratégicas da Inglaterra, para implantar a tecnologia de gestão de seus túneis, baseada na solução de desenvolvimento. A empresa também implantou esta mesma tecnologia para gerir os 12 túneis importantes referências no setor do transporte em países como a Irlanda, Portugal, Grécia, Chipre, Polônia, Bulgária ou Espanha
No âmbito da inovação, participa em diferentes projetos na base de Shift2Rail, a principal iniciativa europeia de I+D+i no setor ferroviário, e lidera, entre outros, o macroprojeto Transforming Transport, que utiliza o big data para
melhorar a mobilidade na Europa, ou o projeto AUTOCITS, que vai testar a direção autônoma em Lisboa, Madri e Paris.

Semáforos sonoros obrigatórios

Municípios e Órgãos de Trânsito de todo o país têm até o dia 31 de dezembro de 2019 para adotar as providências necessárias para a instalação de novos semáforos sonoros e para a adequação daqueles existentes que estiverem em desacordo. A determinação consta no artigo 12 da Resolução 704 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), do Ministério das Cidades.