A Gestão em Saúde e seus Desafios
A Gestão em Saúde e seus Desafios

 

Judicialização tem sido tema frequente na agenda dos gestores da saúde, representando 33% de todas as ações que tramitam no judiciário. Recorrer à Justiça tem se tornado algo frequente aos cidadãos que buscam nela, a última alternativa para a obtenção de medicamentos, atendimentos, internações hospitalares, tratamentos e procedimentos negados até então, tanto pelo Sistema Único de Saúde, quanto pela Saúde Suplementar.

Dessa forma, existem nas Varas de Fazenda Pública e também na Cível, número considerável e preocupante de ações, ajuizadas pelo Ministério Pú- blico, pela Defensoria Pública e por Advogados de usuários para fazer valer, por meio da intervenção do Judiciário, o direito à saúde.

O fato é que a judicialização da saúde tem preocupado gestores e juristas, já que representa atualmente 33% de todas as ações que tramitam no poder judiciário, e por isso, ganhou destaque no 38º Congresso de Gestão Hospitalar, sendo debatido por profissionais à frente da gestão de hospitais como Sírio-Libanês, Albert Einstein, Beneficência Portuguesa de SP, Mãe de Deus de Porto Alegre, Rede D’Or, entre outros, juízes e operadores do direito, dirigentes dos Ministérios da Saúde do Brasil e vários países da América Latina, além de profissionais da saúde e gestores de serviços públicos e privados, operadoras e seguradoras da saúde suplementar.

Além desse complexo tema, que reflete dificuldades de integração e garantia de acesso com qualidade ao sistema de saúde brasileiro, tanto no âmbito público, quanto privado, outros assuntos também foram amplamente discutidos durante o Congresso, como menciona o vice-coordenador científico do Congresso de Gestão em Saúde, Sérgio Fernando Rodrigues Zanetta.

“A integralidade do cuidado e a integração no sistema, focados na relação público-privada; a entrada do capital internacional no financiamento da prestação de serviços de saúde no Brasil; Medicina de precisão e incorporação tecnológica, além da gestão do cuidado nas instituições e a organização em redes de serviços estiveram em debate”.

Com temáticas tão importantes, o Congresso superou as expectativas quer pelo sucesso de público do evento quer pela profundidade com que esses temas foram tratados, o que deve permitir construir novas práticas a partir da reflexão sobre as experiências concretas relatadas.

Temas como a integração público-privada em direção a integralidade do cuidado, a incorporação de novas tecnologias assistenciais que permitam caminhar em direção a medicina de precisão e a necessária articulação dos serviços e protocolos assistenciais em redes que potencializem os resultados e racionalizem custos, nos parecem de grande valia para gestores e dirigentes de instituições de saúde”, acrescenta.

Neste universo, para Zanetta, os grandes desafios na gestão da saúde na atualidade continuam sendo ampliar e qualificar a cobertura e garantir a segurança e qualidade da atenção à saúde, ou seja, fazer mais e melhor. “Outra questão fundamental é pensar a atenção aos pacientes de modo menos fragmentado, buscando integrar e qualificar o cuidado não apenas no contato com nossos serviços como numa internação, mas nos períodos prévios e posteriores, no qual o manejo integrado adequado possa contribuir para a qualidade, ou seja, devemos focar na entrega de resultado em saúde para o usuário”, conclui.

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